Moro pede que institutos sigam com seu nome nas pesquisas

Moro pede que institutos sigam com seu nome nas pesquisas
Moro pede que institutos sigam com seu nome nas pesquisas

Ex-ministro Sergio Moro Foto: Câmara dos Deputados/Pablo Valadares

Ex-ministro teria feito contato para que seu nome seja mantido nas listas dos presidenciáveis

De fora da disputa eleitoral pelo Palácio do Planalto após ter optado por trocar o Podemos pelo União Brasil, no final de março, o ex-ministro Sergio Moro parece ainda manter viva a esperança de concorrer à Presidência da República em outubro. Ao menos esse parece ser o foco de um pedido que o ex-juiz da Lava Jato teria feito aos institutos de pesquisa.

De acordo com a coluna Radar, da revista Veja, Moro fez contato com institutos e pediu que o nome dele continue nas pesquisas de intenção de voto para presidente. Nas análises mais recentes, o nome do ex-chefe da pasta de Justiça já não consta entre os presidenciáveis. Antes disso, Moro transitava na faixa de 7% do eleitorado.

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No momento, porém, a possibilidade de que Moro concorra ao Planalto é absolutamente remota. Ao deixar o Podemos e se filiar ao União Brasil, o ex-juiz recebeu um recado claro de seu novo partido de que não estará na disputa pela Presidência. Aliado a isso, o deputado federal Luciano Bivar (União Brasil-PE) já foi escolhido como pré-candidato ao Planalto pela sigla.

BIVAR DIZ QUE NÃO PROMETEU CANDIDATURA A PRESIDENTE PARA MORO
Bivar afirmou em mensagens para um grupo de apoiadores do ex-juiz Sergio Moro que nunca prometeu ao ex-ministro da Justiça e Segurança Pública que ele seria candidato da sigla ao Palácio do Planalto. O texto foi enviado por Bivar em um aplicativo de mensagens nesta segunda-feira (18).

– Ao tomar sua decisão [de migrar para o União Brasil], ele [Moro] estava ciente de que em nenhum momento a legenda para a disputa presidencial lhe fora prometida – afirmou.

O ex-juiz da Lava Jato deixou o Podemos, onde era pré-candidato ao Planalto, e foi para o União Brasil no dia 31 de março deste ano. De acordo com Bivar, o que ficou decidido após a mudança de partido foi que a contribuição de Moro seria “na construção de uma alternativa à polarização”, além da “opção de candidatar-se em São Paulo para o cargo que quiser”.

Nas mensagens enviadas por Bivar, o pré-candidato à Presidência também criticou o Podemos. De acordo com ele, a sigla não teria dado estrutura para uma candidatura sólida de Moro. O deputado federal ainda questionou se os apoiadores de Moro “gostariam de ver” o ex-ministro “fora da política definitivamente”.

– Era o que o Podemos estava fazendo de forma sorrateira [tirar Moro da política], tirando dele toda a capacidade de prosseguir com sua candidatura sem nenhuma estrutura. Tudo o que lhe fora prometido foi logo depois das pesquisas decrescentes negado e boicotado e ele ficou à própria sorte – completou Bivar.