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Moradores e passageiros sofrem com atoleiros na BR-319

Trecho crítico na BR-319 que liga Porto Velho a Manaus / Foto: Divulgação

A principal via de acesso terrestre de Rondônia ao Amazonas está em péssimas condições de tráfego. No período das chuvas a melhor alternativa de trajeto da rodovia BR-319 é por transporte aéreo ou embarcações. Por quase 900 quilômetros de estrada os moradores sofrem com a falta de acesso devido a lama e atoleiros.

Os que precisam transitar pela região reclamam que as passagens de ônibus que fazem o transporte clandestino estão sendo vendidas mesmo com as dificuldades de tráfego e os passageiros não são informados. Com isso viajam desprevenidos e chegam a passar fome durante o trajeto.

Ao Diário da Amazônia, Elderson Carvalho disse que passou pelo trecho próximo a comunidade de realidade nesta semana. Ele afirma que a informação de tráfego na rodovia federal não condiz com a realidade, pois quando comprou a passagem na rodoviária foi informado que a estrada estava ruim, mas que era possível transitar.

“Pela estrada atolamos umas dez vezes. Pelo caminho tinha gente vindo com crianças de Manaus para Porto Velho a mais de 5 dias na estrada atolados passando fome. Dividimos nossos alimentos com eles. Falar que a estrada está em boas condições é enganar o pessoal. Diariamente tem muita gente com carros atolados. Fizemos divisão de alimentos porque estavam ilhados”, disse Elderson.

Outro entrevistado pelo Diário da Amazônia foi técnico do Jeep Club, Toninho Ferreira que conta que depois realidade até a entrada de Manicoré a estrada piora. Segundo ele no final de fevereiro para março é o melhor período para fazer trilhas, porém para a população que precisa se locomover para Manaus ou Porto Velho a situação de tráfego pela estrada é difícil.

“Carro 4×2 totalmente desaconselhável aqui. O trecho ruim fica a 40 quilômetros de realidade. Até a entrada de Manicoré tem atoleiros naquele pedaço. Pela estrada vemos pessoas com veículos atoladas e com fome. Para os aventureiros que querem seguir na 319 é preciso usar pneus adequados e manutenção no veículo, pois o trecho está crítico”, contou Toninho.

De acordo com os moradores quando são realizadas recuperações na estrada são apenas em pequenos trechos da cabeceira próximo a Manaus. Segundo a população os trechos que precisam de recuperação continuam esquecidos.

Por Larina Rosa / Diário da 

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