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Opinião de Primeira por Sérgio Pires-Marcos Rocha, Cassol, Marcos Rogério: pré candidatos para 22, todos contam com Bolsonaro

Grupos de oposição se mobilizam. Sem parar. Contra, é claro, a pretensão de Marcos Rocha de buscar um segundo mandato, com apoio do presidente Jair Bolsonaro, de quem é aliado de primeira hora. Dentro do próprio grupo que elegeu Rocha, saíram políticos descontentes, que queriam uma fatia do governo e não a levaram. Atacam Rocha em todas as frentes, mais que os opositores de outros partidos. A situação ficou tão clara que o deputado federal Coronel Christósomo contratou uma claque para vaiar Rocha na inauguração da ponte sobre o rio Madeira. O empresário Jaime Bagattoli, hoje inimigo mortal do Palácio Rio Madeira/CPA, teria ajudado a promover a encenação, que envolveu um público que não passou de duas dezenas de pessoas. Eventualmente, Rocha é colocado como se não fosse o preferido do Presidente, mas sim o senador Marcos Rogério que, aliás, está mesmo em alta conta no Palácio Presidencial. É bom lembrar que ainda falta muito para a eleição e que o governo tem tido boa aceitação no interior, mais do que dizem as informações parciais que têm chegado à Porto Velho. Tudo vale no jogo político, mas é sempre bom cuidar, para não se esquecer que a população está de olho e é ela quem vai decidir as coisas. Por falar em interior, quando se fala em 2022, há um nome que salta entre o eleitorado. Não há pesquisa séria que não indique Ivo Cassol como um dos preferidos, para voltar ao poder. Ivo ainda está inelegível, mas há, entre seus seguidores, a esperança de que o STF decidirá que ele e outros políticos que estão na mesma situação, possam disputar o pleito do ano que vem. Caso isso aconteça, Cassol vem com tudo. Ele, aliás, anda conversando com grupos políticos importantes e teria, também, o apoio do Presidente da República. Na inauguração da ponte sobre o Madeira, na Ponta do Abunã, Bolsonaro deu a Cassol uma atenção especial. Na volta a Brasília, no avião presidencial, ao lado da deputada Jaqueline Cassol, irmã de Cassol, o ex-governador e ex-senador foi saudado por Bolsonaro, que, num vídeo, mandou um recado carinhoso a ele. O Presidente, pelo jeito, está jogando em vários times ao mesmo tempo. Teria três possíveis candidatos (Marcos Rocha, Ivo Cassol e Marcos Rogério), como pretendes ao Governo, todos seus aliados.

Em outros grupos políticos, como o dos tucanos, o nome mais quente é o do prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves. Com uma administração enxuta e com muitas obras, que mudaram o perfil da cidade nos últimos quatro anos e meio, Hildon faz do canteiro de obras da sua cidade, a plataforma para uma eventual disputa ao Palácio Rio Madeira/CPA. Das candidaturas com viabilidade eleitoral hoje (porque é cedo e o quadro pode mudar), podem surgir ainda um ou outro pretendente com chances, ao menos na teoria. Nomes como o jovem Léo Moraes, com eleitorado cativo e crescente na Capital; Confúcio Moura, Jesualdo Pires não decidiram ainda seus rumos. Entre eles, o único que em breve deve se posicionar é Léo Moraes, sempre bem cotado. 2022 já chegou!

O VILHENENSE BAGATTOLI TAMBÉM JURA TER APOIO DO PRESIDENTE

O caso do pecuarista Jaime Bagattoli, de Vilhena, é outro que mostra como a política pode mudar da noite para o dia. Um dos primeiros a incentivar e apoiar a candidatura de Marcos Rocha ao Governo, na última eleição, ele se lançou como candidato ao Senado. Quase um desconhecido, antes da campanha, Bagatolli, por muito pouco não tirou a vaga do duas vezes governador Confúcio Moura. O empresário vilhenense somou mais de 214 mil votos, quase um fenômeno, para quem, meses antes, era conhecido apenas na sua cidade e em alguns pontos do Cone Sul, Bagattoli queria uma fatia do governo do Estado, principalmente na área da Secretaria da Fazenda. Não conseguiu. Começou ali o rompimento. Nunca os motivos da dissidência foram publicamente relatados. Agora, Bagattolli é outro forte adversário de Rocha. Tem proximidade com o presidente Bolsonaro e eventualmente tem sido recebido pelo chefe da Nação, como ocorreu recentemente. Da última reunião, Bagattoli também saiu afirmando que tem apoio do Presidente para suas pretensões futuras. Ele pode entrar na relação dos que concorrerão ao Governo ou vai novamente ao Senado.

UM POUCO DE ESPERANÇA, COM APENAS SETE ÓBITOS NO DOMINGO

Desde os piores dias da pandemia, o domingo, 23 de maio, marcou aquele que o que menor número de óbitos registrou em 24 horas: sete. Só uma em Porto Velho. Logicamente que, aos domingos, até por falta de informações vindas das Prefeituras, a Secretaria de Saúde não computa números atualizados em relação aos casos, recuperados, mortos e internados em todo o Estado, por causa do vírus. Mas é bom lembrar que na semana passada, incluindo o domingo anterior, tivemos em seis dias nada menos do que 101 óbitos, ou seja, quase 17 vidas perdidas a cada dia. Claro que os novos números podem chegar preocupar novamente. Mas, mesmo assim, com esse novo número do último domingo, embora, claro, se fosse uma só vida perdida já seria motivo para lágrimas de todos, há uma pequena esperança de que, nesse momento ao menos, a pandemia esteja perdendo sua força. Mas, nada a comemorar e sair por aí sem máscara, aglomerando e sem usar álcool gel. Todos os cuidados precisam continuar. Ainda mais quando se fala numa terceira onda da doença, que pode ser causada pela cepa indiana do coronavírus.

A MATEMÁTICA MOSTRA QUE MILHARES DE DOSES NÃO FORAM USADAS

Cada vez que se levantam números de vacinas que chegaram e as que já foram usadas, mais se fica preocupado com a lentidão com que as doses estão sendo aplicadas, em várias regiões do Estado. Até o domingo à noite, por exemplo, já haviam chegado a Rondônia um total de 578.995 vacinas, incluindo a Coronavac, Pfeizer e Oxford/Astrazenica. O último lote, chegou na quarta-feira, dia 19. Só da Pfeizer, para Porto Velho. Vamos recorrer à Matemática, novamente, para se concluir, o quanto ainda estamos demorando para usar todas as doses que já chegaram. Das praticamente 579 mil que chegaram, até a noite do domingo, 220 mil haviam sido usadas para a primeira dose e outras 112 mil para a segunda dose. Computemos, então, mais 98 mil vacinas que estariam guardadas para completar a segunda dose, até atingir as 220 mil da primeira dose. Continha: 220 mil menos 122 mil, igual a 98 mil. Ou seja, são essas 98 mil as que estão separadas para a dosagem final.

UMA EM QUATRO VACINAS, JÁ NO ESTADO, AINDA NÃO FORAM APLICADAS

A partir daí, começa a preocupação. Há um número incrível de imunizantes – tanto Coronavac quanto Astrazenica quanto Pfeizer, ainda não utilizados. Cerca de 24 por cento. Ou seja, uma em cada quatro doses que chegaram a Rondônia, ainda não foi utilizada. Para chegar nesta conclusão, basta fazer uma nova conta. Uma simples soma: 220 mil da primeira dose; 122 mil da segunda e outras 98 mil guardadas para quem só tomou a dose inicial. Soma-se tudo e se chega a 440 mil imunizantes, entre o que foi usado e o que está reservado. Se foram 579 mil que chegaram e que 440 mil foram usadas, a diferença é de 139 mil doses. Ou seja, 24 por cento do total de vacinas que chegaram, ao menos até a noite do domingo, não haviam sido utilizadas. Estão onde, exatamente? Por que só foram aplicadas 76 por cento das doses recebidas? Perguntar não ofende!

FHC MUDA DE IDEIA E JÁ NÃO CHAMA MAIS LULA DE LADRÃO, COMO ANTES

Nada como um dia depois do outro, na política brasileira. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso guardou grande rancor do PT e de suas lideranças, que durante os oito anos do seu mandato votaram contra todos, exatamente todos os projetos vindos do governo tucano, incluindo-se aí o Plano Real, salvador da economia brasileira dos anos 90, quando vivíamos a hiperinflação. Durante os últimos anos, FHC se tornou um grande crítico de Lula. Onde fosse, o culpava pela roubalheira que tomou conta do país durante os governos petistas e há uma série de vídeos gravados, em que o Fernando Henrique chama Lula de ladrão e responsável pela (quase) destruição do país. Agora, os dois estão dançando a mesma música, ao que parece. FHC, mesmo que constrangido, aparece em fotos apertando a mão de Lula e deixando claro seu apoio ao petista, aquele que o mesmo FHC chamava de ladrão, como única opção para derrotar Bolsonaro em 22. Um dos melhores Presidentes que o país já teve, no seu crepúsculo político, pode entrar para a História como um arremedo de si mesmo. Lamentável!

TSE DIZ QUE NÃO TERÁ TEMPO PARA USAR VOTO IMPRESSO, CASO APROVADO

Mesmo que o voto impresso seja aprovado pelo Congresso, o TSE não vai acatar a decisão. Ao menos para 2022, como querem o presidente Bolsonaro e milhões de brasileiros que continuam colocando as urnas eletrônicas sob suspeita. A razão não é, ao menos nesse caso, porque o Poder Judiciário, no caso o tribunal superior que coordena e cuida de tudo das eleições no país, estaria disposto a confrontar uma decisão soberana do Congresso. O presidente do TSE, ministro Luiz Fux, além de ministros do próprio STF, que já opinaram sobre o assunto, como dão pitaco em tudo, alegam, com alguma razão, que não haveria tempo hábil para mudar o sistema de mais de meio milhão de urnas eletrônicas e para a compra de outras 500 mil impressoras. O problema é real. Mas há quem questione: se houvesse alguma mudança nas urnas para atender demandas dos partidos de oposição, o TSE não daria um jeito de encontrar tempo para que isso fosse feito para 2022? Novamente, a frase: perguntar não ofende!

PROJETO DE ACIR TORNA HEDIONDO CRIME CONTRA JORNALISTAS

Não está fácil ser jornalista no Brasil. Está, aliás, cada vez mais perigoso, ainda mais num momento em que o país está dividido entre grupos ideológicos radicais e, para os profissionais da imprensa que ainda tentam viver da verdade, o trabalho neste campo minado está cada vez mais preocupante. Por isso, há que se destacar um projeto de um senador rondoniense que, provavelmente porque os maiores espaços da mídia são dedicados à guerra política e à pandemia, acabou não recebendo o destaque que merece. O pedetista Acir Gurgacz, com sua principal base eleitoral em Ji-Paraná, apresentou proposta para que seja considerado crime hediondo o homicídio de jornalistas, em função de sua profissão. No ano passado, para se ter ideia, foram registrados pelo menos 150 ataques a profissionais da imprensa, enquanto cumpriam seu trabalho e um assassinato. Certamente é uma boa medida proposta por Acir, embora se saiba como são as leis no Brasil. Mesmo ao cometer crimes hediondos, bandidos sempre têm seus direitos supervalorizados. Já as suas vítimas…

PERGUNTINHA

O que você acha de professores que não aceitam a volta das aulas presenciais na rede pública, mas estão dando aulas normalmente, quando contratados por escolas da rede privada?


Fonte:Sérgio Pires

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