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Troca regular da escova de dente pode diminuir o risco de contaminação pela Covid-19

Cuidar da saúde bucal pode evitar doenças como pneumonia e inclusive a contaminação da Covid-19

 

O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) vem orientando a população através do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), sobre a troca da escova de dente, principalmente neste período de pandemia da Covid-19. Essa atenção torna-se ainda mais importante, para pacientes com sintomas ou em tratamento de Covid-19, para evitar o contágio do Sars-CoV-2, vírus causador dessa doença.

A odontóloga e coordenadora do CEO, Itaci Ferreira, reforça as recomendações que já valiam mesmo antes pandemia. A escova de dentes deve ser substituída a cada três meses e deve ser armazenada corretamente em estojos no banheiro. “A troca é uma necessidade, porque o novo coronavírus se apresenta na saliva e secreções. Por isso o uso do gluconato de clorexidina no enxágue é essencial para eliminar bactérias”, reforçou a coordenadora. Ela explicou ainda que, devido ao uso excessivo de força, as cerdas perdem suas funções. Da mesma forma, existe acúmulo de placa bacteriana, prejudicial à saúde bucal.

Clorexidina é um antisséptico químico com ação antifúngica e bactericida, que elimina tanto bactérias gram-positivas quanto gram-negativas. A solução do clorexidina a 0,12% é vendida em farmácias e pode ser usada em casa. O medicamento, também conhecido como enxaguante bucal, ajuda a cicatrizar a gengiva inflamada.”No dia a dia, é fundamental lavar a escova corretamente com água oxigenada, água filtrada e clorexidina, que resulta em grande eficácia contra qualquer contaminação”, salienta a coordenadora do CEO.

A troca da escova de dentes deve ser feita a cada 3 meses

Além disso, após o último enxágue do dia, é fundamental  deixar a cabeça da escova mergulhada na solução de clorexidina, por três minutos. A odontóloga também recomenda retirar da pia o fio dental usado, depositando-o no lixo. E ainda, cuidar do limpador de língua, geralmente usado entre duas e três vezes ao dia. “Após o uso, ele deve ser lavado com água”.

PREVENÇÃO

A higiene bucal faz parte dos cuidados básicos do dia-a-dia, e as pessoas com sintomas da Covid-19 devem se lembrar que a boca é uma das portas de entrada do vírus e de outras doenças. Pouca gente sabe, mas a língua e os dentes molares ficam próximos à faringe, por isso, o cuidado com a saúde bucal pode até evitar a pneumonia.

Além dos cuidados com a boca, as demais recomendações se tornaram mais conhecidas no mundo todo após o início da pandemia: a lavagem correta das mãos até a metade do pulso durante 20 segundos; evitar ao máximo colocar a mão na boca; e guardar em embalagens plásticas todos os objetos de higiene bucal, evitando deixá-los sobre a pia. “A contaminação que assusta não é apenas a do novo coronavírus, mas aquela trazida por qualquer doença”, disse Itaci Ferreira

Da Redação com informações do site Sesau/RO

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